É muito comum quando nos machucamos pensarmos como ocorrerá a cicatrização de feridas. Isso porque muitas delas podem comprometer a nossa estética e saúde.

Por isso, criamos este artigo para que você saiba quais as fases desse processo tão importante.

Entenda as fases de cicatrização

A cicatrização de feridas é um processo bastante complexo, envolvendo mecanismos moleculares, celulares e bioquímicos. Ela acontece basicamente em três fases. São elas:

Fase inflamatória

Este é o período inicial, iniciado no momento da lesão e com duração entre um a quatro dias, dependendo da sua característica e extensão.

Nesse período acontecem secreções e o sistema de coagulação sanguínea é ativado. Com isso o organismo tenta fazer a hemostasia.

Nela há a contração de pequenos vasos nas proximidades da lesão, agregação plaquetária e a formação de uma matriz de fibrina, esta última agindo como uma barreira contra contaminação.

Além disso, a fibrina serve de apoio para a migração das células, estimulando o seu crescimento.

Nessa fase os sinais da inflamação podem ser calor, edema, rubor e dor, em sinal de resposta do organismo. Os neutrófilos e monócitos passam a iniciar o processo limpando a ferida.

Os neutrófilos chegam primeiro porque são atraídos pelas substâncias liberadas na hemostasia até o momento da liberação de citocinas pró-inflamatórias.

Nessa defesa do organismo, o mastócito também tem um papel fundamental, pois os mastócitos degranulados liberam quimiocinas, citocinas, histamina e outros mediadores de vasodilatação e migração celular.

Fase proliferativa

Essa tem um período mais longo, de cinco a vinte dias, também conhecido como o período da regeneração.

É nesse momento que ocorre a proliferação de fibroblastos que originam o processo de fibroplasia. Nesse momento as células endoteliais se proliferam e resultam em uma vascularização rica e a infiltração de macrófagos.

Com isso se forma o tecido de granulação, caracterizado como o processo inicial da formação da cicatriz.

Neo-angiogênese

Esta fase de proliferação celular se caracteriza pela ocorrência de suprimento sanguíneo no local da lesão, sendo extremamente necessária.

Essa resposta do organismo dá estímulo a muitos fatores, como por exemplo a hipóxia local e o fator de crescimento endotelial vascular.

Existe também um processo de migração estimulado pelos mediadores liberados pelos macrófagos ativados, bradicinina e prostaglandina.

Com isso ocorre a formação de uma nova rede vascular, que propicia um ambiente de cicatrização mais eficiente, aumentando as células do local e distribuindo nutrientes.

Epitelização

Nessa parte acontece a proliferação celular basal e migração das células epiteliais na ponte de fibrina, rejuvenescendo a derme.

Para o centro da ferida são migrados os queratinócitos, células epiteliais e células tronco, que induzem a contração, aproximação das bordas e a neoepitelização da lesão.

Fibroplasia

Para tornar o local da ferida mais forte e resistente, acontece a produção de colágeno pelos fibroblastos, que se originam a partir de células mesenquimais quiescentes.

A função delas é formar o colágeno, considerado a proteína estrutural do corpo e responsável pela força e sustentação de tensão da cicatriz.

Os fibroblastos são nutridos pelos neo-vasos e produzem uma grande quantidade de fibronectina e ácido hialurônico, substituindo a camada inicial formada pela hemostasia.

Tecido de Granulação

Por fim, a granulação é formada, sendo um tecido composto por neo-vasos, fibroblastos, macrófagos e colágeno frouxo. De aparência vermelha e granular, possui muitos espaços vazios e vasos imaturos que sangram facilmente.

Mas ao final do período a lesão está recoberta com esse tecido, neovascularizada e se regenerando.

Fase de maturação ou reparo

De todo o processo de cicatrização de feridas, esta é a última fase, que pode durar por muitos meses.

Nesse momento a vascularização e a densidade celular diminuem e acontece a remodelação do tecido cicatricial que foi formado na fase anterior.

Como um último processo, as fibras são realinhadas e aumentam a resistência do tecido lesionado e melhoram o aspecto da cicatriz, que vai alterando de tonalidade, do vermelho escuro ao rosa claro.

Nesse momento acontece principalmente a deposição organizada de colágeno, que na fase anterior era do tipo III e nessa é substituído por um mais espesso e direcionado ao longo das linhas de tensão.

Com isso acontece o fechamento da lesão pela diferenciação dos fibroblastos em miofibroblastos, que sofrem apoptose depois da resolução do reparo.

Se essas células não forem destruídas, o resultado serão as cicatrizes hipertróficas, chamadas de queloides.

Por fim, há o fechamento completo da lesão e, finalmente, a repigmentação, quando os melanócitos se proliferam e ajudam a restaurar a cor natural da pele lesionada.

Fatores que interferem na cicatrização de feridas

Alguns fatores podem interferir no processo de cicatrização de feridas. Eles podem ser de dois tipos: locais ou sistêmicos.

Fatores locais

Esses são definidos pelas características da lesão, como: profundidade, aspecto da secreção, dimensão da lesão, hematomas, edemas e presença de corpos estranhos.

Também pode haver isquemia tecidual, com a falta de oxigenação que dificulta as proliferações celulares necessárias para a cicatrização de feridas.

Outro ponto é quando o processo é dificultado por contaminação bacteriana, causando infecções no local.

Por isso, é preciso tomar alguns cuidados como a utilização dos materiais adequados, utilização de curativos e a correta higienização.

Fatores sistêmicos

Outra questão da cicatrização de feridas é que em idades mais avançadas há uma dificuldade maior na resposta da fase inflamatória.

Além disso, uma alimentação pobre em proteínas e vitaminas prejudicam toda a complexidade desse processo.

Com uma má nutrição há também a diminuição da resposta imunológica e a síntese do colágeno, que podem resultar na deiscência de suturas.

Há também o fator de doenças crônicas como a obesidade, hipertensão, diabetes mellitus e distúrbios cicatriciais como atrofia e cicatrizes hipertróficas, por exemplo.

Utilização de produtos como o sabão comum e medicamentos anti-inflamatórios, antibióticos e quimioterápicos também podem interferir no processo de cicatrização de feridas.

Outros fatores que podem interferir na cicatrização de feridas

Além dos dois principais, há também a necessidade de dar atenção a alguns outros aspectos, como:

Sistema imunológico

Como a defesa do organismo está diretamente associada à imunidade, é preciso cuidá-la bem para não ficarmos vulneráveis à invasores que prejudicam o processo de cicatrização de feridas.

Pele

Como é na pele que resultam as cicatrizes, é necessário manter cuidados antes, durante e depois da lesão dela, principalmente evitando coçar o ferimento.

Peso

Além da obesidade crônica, é preciso cuidar do excesso de peso, pois ele causa alterações na fisiologia da pele como a vasodilatação e perda de fluidos transepidérmicos.

Sono

Dormir bem é um fator muito importante porque é durante o sono que os tecidos do nosso corpo são reparados e onde há o fortalecimento do sistema imune.

Passo a passo para cuidar da cicatrização de feridas

Agora que já falamos sobre como ocorre o processo todo e quais os fatores que podem interferir na cicatrização de feridas, trouxemos algumas dicas importantes:

Lave o local e faça um curativo

Em caso de lesões simples, o primeiro passo é a higienização. Lave a pele para remover possíveis intrusos e evitar o desenvolvimento de infecções.

Você pode fazer isso com água e sabão de pH neutro ou soro fisiológico. Contudo, lesões mais graves necessitam de atendimento médico.

Aplique 15 minutos de calor no local

Isso fará com o fluxo sanguíneo aumente, proporcionando uma maior quantidade de nutrientes e células no local.

É possível fazer isso de duas a três vezes ao dia, porém, somente depois de ser formada a primeira “casquinha” de proteção, mas evite fazer compressa durante o dia ou por muito tempo em casos de inchaço e dor.

Mantenha a região elevada

Caso o local permaneça inchado por mais de dois dias, tente elevar a região e reduzir o acúmulo de líquidos, facilitando a circulação do sangue.

Se as lesões ocorrerem na perna, por exemplo, levante-as cerca de 20 cm acima do nível do coração por pelo menos três vezes ao dia.

Cuide da sua alimentação

Alguns alimentos são muito importantes para o organismo e estimulam a cicatrização de feridas, como aqueles ricos em ômega 3 e vitaminas A, E e C.

O primeiro pode ser encontrado no salmão e sementes de chia e os segundos em frutas como a manga, laranja, tomate e também no amendoim.

Em contrapartida, evite ingerir alimentos que dificultam o processo, como a carne de porco, o açúcar e refrigerantes.

Por isso, é importante destoxificar o organismo, que pode ser facilmente alcançado com os benefícios da hidrocolonterapia.

Utilize uma pomada cicatrizante

Uma outra opção para a cicatrização de feridas mais rápida é o uso de pomadas cicatrizantes, que fornecem nutrientes para a regeneração da pele.

Além disso, ajudam a diminuir a inflamação. Porém, é preciso controlar o uso em cerca de três a cinco dias depois do surgimento das lesões, e sempre com orientação médica.

A Ozonioterapia como aliada na cicatrização

Em peles lesionadas algumas lesões abertas podem surgir, surgindo então as úlceras, que causam enormes desconfortos.

Mesmo que existam diversos tipos de úlceras, a Ozonioterapia pode ser de extrema importância para melhorar o metabolismo celular.

Além disso, também gera efeitos antioxidantes e anti bacterianos no corpo, aumentando a eficácia na cicatrização de feridas.

Existem também muitos outros problemas em que a Ozonioterapia pode ajudar.

Água ozonizada

É consenso geral que nosso corpo necessita de água, mas nem sempre a qualidade dela é garantida.

Por isso, uma das técnicas mais destacadas é a ozonização, que possibilita o uso dessa água para diferentes finalidades, como a própria ingestão. Mas destacamos algumas outras como:

  • Aplicação em ferimentos, acelerando e melhorando a cicatrização de feridas;
  • Higienização dos alimentos, eliminando substâncias tóxicas e químicos;
  • Combate de células cancerígenas.

Além desse conteúdo, você também pode acompanhar as atualizações do nosso blog da Saúde com Ozônio e ficar por dentro de inúmeras práticas de Ozonioterapia.

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